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Porque está a bateria descarregada? Os sete suspeitos do costume

«Mas ontem estava bom» — normalmente estava. As baterias raramente anunciam a sua morte; são empurradas para lá de um limiar por uma de poucas causas. Saber qual o atingiu importa, porque três das sete vão matar também a próxima bateria se você se limitar a substituir e seguir viagem.

1. Algo deixado ligado

Faróis, luzes de presença, uma luz de habitáculo ou da mala, uma dashcam em modo de estacionamento. Uma única lâmpada de cortesia pode descarregar uma bateria pequena ao longo de um dia comprido — pergunte a quem passou oito horas num castelo ou num aquário com a luz da mala acesa.

2. Consumo parasita

Alarmes, localizadores, dashcams e módulos de comando bebem corrente a toda a hora, mesmo com tudo «desligado». Um carro saudável consome um fiozinho; junte um acessório de mercado ou um módulo que nunca adormece e duas semanas parado tornam-se fatais. É o clássico da longa duração do aeroporto.

3. Trajetos curtos

Cada arranque custa carga; só a condução sustentada a repõe. Uma vida de saltos de 2 km deixa a bateria cronicamente subcarregada, e uma bateria cronicamente subcarregada sulfata-se — perde capacidade de forma permanente. Se é o seu padrão, um trajeto de 45 minutos de vez em quando (ou um carregador de rede) prolonga mesmo a vida da bateria.

4. A idade

Passados quatro ou cinco anos, as placas estão simplesmente gastas. A primeira vaga de frio ou a primeira longa paragem encontra o ponto fraco. Aqui não há prevenção — só o teste, para que a falha aconteça quando lhe der jeito.

5. O calor — o dano do verão passado, a avaria deste inverno

O calor evapora o eletrólito e acelera a corrosão das placas. Um verão mediterrânico retira em silêncio uma fatia de capacidade; a falha surge meses depois, numa manhã fresca, longe de onde o dano foi feito.

6. Terminais oxidados ou soltos

Crosta branco-esverdeada nos polos ou uma garra que abana à mão: alta resistência que imita uma bateria morta. O ar do mar faz disto uma especialidade costeira. Limpar e apertar não custa nada — verifique duas vezes por ano.

7. Não é a bateria — é a carga

Um alternador a falhar (ou a sua correia) significa que a bateria alimenta o carro e nunca se repõe. O sinal: o arranque com pinças funciona, e depois o carro volta a morrer no mesmo dia. Substituir a bateria «resolve» isto por 48 horas. É exatamente por isso que testamos o circuito de carga antes de vender uma bateria a quem quer que seja.

Seja qual for o suspeito que atingiu a sua: se o carro não arranca algures em França agora, um técnico pode ir ter a ele, identificar a verdadeira causa junto ao carro e reparar a coisa certa.

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